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Seminário debate investimentos japoneses no Brasil e em Minas

22/03/2012
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Seminário debate investimentos japoneses no Brasil e em Minas
Representante da Renai/MDIC, Eduardo Celino; o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI), José Frederico Álvares; o representante Chefe da Jica no Brasil, Satoshi Murosawa, representante-chefe da Jica no Brasil e o economista-chefe da Fiemg, Guilherme Velloso Leão.
Foto: Jos Carlos Paiva/Imprensa MG

Principal destino dos investimentos japoneses no Brasil, Minas Gerais sedia, até esta sexta-feira (23), o “3º Seminário de Capacitação em Atração de Investimentos: A Experiência Japonesa”. O objetivo do evento é oferecer aos técnicos das Secretarias Estaduais de Desenvolvimento, Indústria e Comércio conhecimentos que permitam ampliar a capacidade e qualidade de atendimento a potenciais investidores. Especificamente, a cooperação com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) busca apresentar aos estados brasileiros elementos da experiência governamental japonesa em atração de investimentos.

A abertura do seminário ocorreu no Auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. Além de representantes de todos os estados, o seminário reúne o Representante Chefe da Jica no Brasil, Satoshi Murosawa, o representante da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai)/MDIC, Eduardo André de Brito Celino, e o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), José Frederico Álvares, que abriu os trabalhos destacando que “vivemos em um ambiente extremamente competitivo em termos de atração de investimentos no Brasil. O País alcançou um volume recorde de investimentos estrangeiros diretos em 2011, mas precisamos estar preparados para atuar neste novo ambiente de negócios”.

Já o Representante Chefe da Jica no Brasil afirmou que “até o início da década de 80, as empresas japonesas tinham atuação forte no Brasil, mas esta participação se reduziu devido às sucessivas crises econômicas no País. A realização deste seminário ocorre em um momento bastante oportuno, em que a economia brasileira está crescendo e voltou a atrair investimentos”, enfatizou.

Prioridades - A programação teve início com a palestra do diretor do Departamento de Indústrias Intensivas em Mão de Obra e Recursos Naturais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Bezerra Prates. Ele apresentou as prioridades do plano industrial brasileiro denominado “Plano Brasil Maior”, cujo objetivo é melhorar o ambiente de negócios no país, além de intensificar a progressão tecnológica da indústria de transformação e de incentivar o investimento com estudos para promover a desoneração tributária e da folha de pagamentos.

Já Ryo Ishiguro, da Jica, citou os principais investimentos feitos em Minas Gerais e falou das possibilidades de cooperação técnica e financeira com os estados brasileiros.

Investimentos japoneses - Dados do Renai indicam que os investimentos japoneses anunciados no Brasil, no período de 2004 a fevereiro de 2012, registraram o valor de US$ 51,6 bilhões, em um total de 213 projetos. Por unidade da federação, o Estado de Minas Gerais se destaca como principal destino dos investimentos japoneses anunciados, em valor, representando 40,8% do total previsto (US$ 21 bilhões). Os principais subsetores contemplados em Minas foram metalurgia (US$ 13,9 bilhões); papel e celulose (US$ 2,8 bilhões); minerais metálicos (US$ 2,1 bilhões); e borracha e plástico (US$ 2 bilhões).

Grandes grupos japoneses dominam ou participam do controle acionário de empresas líderes nos setores de mineração (Mitsui controla 15% das ações da Vale), siderurgia (Nippon Steel e Sumitomo têm participação acionária na Usiminas); e papel e celulose (a Cenibra é controlada pela holding Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP), formada por várias empresas japonesas, entre as quais a Oji Paper, a Itochu e a Nippon Paper).

Segundo o Banco Central, em 2011, o Japão foi o 4º maior país investidor, com aproximadamente US$ 7,536 bilhões investidos (10,8% do total). Dados de janeiro de 2012 mostram que os investimentos japoneses atingiram o volume de US$ 301 milhões (5,6% do total – 6º maior investidor no Brasil no mês de janeiro).

Programação – Além de participar do seminário, os participantes aproveitaram para conhecer a Cidade Administrativa, quando visitaram também as instalações da SEDE e do INDI.

A programação da quarta-feira continuou com a apresentação do perito da Jica, Teiji Sakurai, sobre o “Processo de atração de investimentos”. Sakurai falou sobre estratégia para atração de investimento, incentivo à exportação, investimento das empresas japonesas no Brasil e as dificuldades das empresas japonesas e estrangeiras. Mostrou ainda os países bem sucedidos em atração de investimentos e como atrair as missões estrangeiras para o seu Estado, assim como a metodologia para receber missões estrangeiras e falou também sobre os brasileiros e os chineses.

O seminário prossegue, nesta quinta-feira, no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Estarão em debate temas como “Experiência brasileira em atração de investimentos: Minas Fácil”, “Experiência brasileira em atração de investimentos: missões internacionais e “Projeto Forte” (Fiemg), “Experiência brasileira em atração de investimentos: INDI”.
Na sexta-feira, a programação será encerrada pela Jica, com o tema da atração de investimentos. Teiji Sakurai falará sobre “Classificação da Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos; Conteúdo da Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos; Introdução às atividades das Agências de atração de investimentos da Ásia; e fará recomendações ao Brasil.

Parceria – O evento é promovido pela Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai), pela Agência de Cooperação Internacional do Japão, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e pelo Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI). A parceria é da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e da Japan External Trade Organization (Jetro).

A Renai é o órgão da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do MDIC que trabalha com o objetivo de fornecer ao potencial investidor informações úteis ao processo de tomada de decisão, apoiar as estruturas federais e estaduais no desenvolvimento de atividades voltadas à promoção de inversões produtivas e articular medidas de facilitação a novos empreendimentos no país.

No dia 22 de março, a chefe de gabinete da Jucemg, Nélia Borboleta, e o gerente de Integração, Henrique Petrocchi, participaram do seminário, no painel “Experiência Brasileira em atração de investimento: Minas Fácil”, onde foi apresentado o papel da Junta Comercial e sua missão na capacitação e fomento de novos empreendedores e todos os passos para formalização de uma empresa.

 


 

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