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Rodada de Negócios da Apex-Brasil prospecta geração de US$ 3 milhões em negócios

16/07/2015
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Produtos típicos do agronegócio mineiro, como a cachaça artesanal, o pão de queijo, doce de leite, além do café, poderão, em pouco tempo, cair no gosto de países como o Uruguai, Panamá, Colômbia, Paraguai e Argentina. Reunidos na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) nesta quarta-feira (15), representantes desses países tiveram a oportunidade de prospectar negócios com empresas mineiras durante a rodada de negócios promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A expectativa é que sejam gerados US$ 3 milhões em negócios envolvendo as 21 empresas brasileiras participantes, ao longo dos próximos doze meses.

 

A programação integrou o V Fórum Empresarial do Mercosul, realizado entre os dias 14 e 15 de julho, em Belo Horizonte. Desenvolvida em parceria com a FIEMG, a rodada foi composta por 18 marcas mineiras. Além dos setores citados, a negociação também abrangeu os lácteos, mel e maquinas agrícola. “A nossa intenção ao nos integrarmos ao V Fórum Empresarial do Mercosul foi a de levar ao evento o foco da promoção comercial. Conseguimos trabalhar tanto com os países do bloco, quanto com outros que são mercados alvo para nós, como Colômbia, Chile e Panamá. Ressalto a importância da nossa parceria e integração com o governo de Minas Gerais, FIEMG, MRE, BNDES, entre outros atores, que favoreceu a qualidade do evento", comenta Rafael Prado, coordenador de Promoção de Negócios da Apex-Brasil.

 

Com o objetivo de estreitar o comércio com os “vizinhos” do Mercosul, a Maricota espera que novos mercados da América do Sul tomem conhecimento do gosto típico do pão de queijo mineiro, além da linha de congelados e croquetes. A empresa, que já exporta para 15 países, acredita que o comércio com os países do bloco é uma excelente oportunidade de expansão. “Para gente é muito importante esse relacionamento com países vizinhos, pois reflete abertura de novos mercados”, afirma a representante internacional da marca, Marília Espalaor, que já prospecta negócios com a Argentina, Colômbia e Paraguai.

 

A empresa Croques, fabricante de batatas palha, pré-cozida e congelada, com sede em São João del Rey (MG), já exporta para os Estados Unidos, mas ainda não faz negócios com países do Mercosul. “O evento nos deu muito boas expectativas. Nosso objetivo é buscar parceiros na América do Sul”. Segundo gerente comercial da Croques, Rodrigo Dias, a ideia é trabalhar com marcas próprias e adaptar o produto aos gostos e culturas locais. Ele relata ainda que a Colômbia consome batata palha em cinemas, como pipoca no Brasil, podendo ser um potencial comerciante da sua marca.

 

A cachaçaria Engenho Buriti de Minas conquistou recentemente o selo do FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, e aposta que a certificação a auxiliará na conquista de outros mercados também na América do Sul. “Tivemos bons contatos na Rodada. Com o comprador da Colômbia, por exemplo, acreditamos que vamos desenvolver uma boa relação, de longo prazo”, conta Cláudio Curi, representante comercial da empresa, cuja meta é passar de 3% do faturamento com exportações para 25% nos próximos anos.

 

Com o objetivo de aumentar a popularidade com os doces de banana e goiaba industrializados, a Frutabella acredita que será possível mudar este cenário em breve. “Nos surpreendemos com o grande interesse que nosso produto despertou em todos os compradores. Acredito que vamos fechar tanto negócios em volumes maiores quanto em pequenos, mas com uma maior diversidade de produtos”, diz Vania Cristina Pinheiro, representante da empresa que neste momento aposta nos testes com o produto.

 

Para a fabricante de cervejas artesanais Backer, o evento também foi importante para entender melhor o mercado da América do Sul. “Tivemos reuniões muito positivas com importadores da Colômbia, Argentina e Chile e acho que vamos construir juntos uma estratégia para inserção dos nossos produtos nestes mercados”, conta Alessandra Lima, gerente de negócios internacionais da cervejaria. A Itambé, fabricante de produtos lácteos, já exporta para 15 países e participou da Rodada com boas perspectivas. “Fizemos um novo contato na Colômbia, país para o qual ainda não vendemos e surgiram boas perspectivas também para o Chile e para os países da América Central”, conta Felipe de Freitas Duarte, representante da empresa, que apresentou na Rodada seis produtos da linha seca (enlatados).

 

Se de um lado estavam empresas mineiras querendo vender, de outro compradores interessados nos produtos do estado. Um exemplo dessa parceria de sucesso foi a Agro Repuesta Rios, representada pela diretora Sandra Escobar. Trabalhando com varejo e atacado, Sandra conta que ficou surpresa com a diversidade de produtos, como os mini pão de queijos e também a geleia de cachaça. Ela conta ainda que nos últimos anos houve uma expansão da demanda por produtos brasileiros, o que deverá refletir em um incremento das vendas nos três estabelecimentos de sua responsabilidade na Colômbia, Nova Jersey e Chile. “Senti muito à vontade e satisfeita com os produtos que conheci hoje. Um fator que se destacou na rodada é que a maioria das empresas com as quais eu conversei já tem uma estrutura de exportação”.

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